top of page
Buscar

Por que depois dos 40 parece tão mais difícil emagrecer?

Foto do escritor: Fernanda Neves
Fernanda Neves
há 21 horas
4 min de leitura

Se você sente que está fazendo tudo certo, mas seu corpo não responde mais como antes, saiba que isso não significa falta de disciplina.


Depois dos 40, o corpo da mulher passa por mudanças que podem influenciar o peso, a

composição corporal, o sono, a fome, a disposição e a forma como a gordura se distribui.

E é por isso que aquela dieta que funcionava aos 30 pode simplesmente não funcionar da mesma maneira agora.


Por que depois dos 40 parece mais difícil emagrecer?

“Eu como praticamente a mesma coisa de antes, mas agora engordo.”

“Antes eu perdia peso rapidamente. Hoje parece que meu corpo não responde.”

“Estou fazendo dieta e exercício, mas a barriga continua aumentando.”

Essas são queixas que escuto com frequência de mulheres depois dos 40.

E existe uma razão importante para isso: o corpo muda ao longo dessa fase da vida, especialmente durante o climatério e a transição para a menopausa.

Isso não significa que emagrecer depois dos 40 seja impossível.

Significa que a estratégia precisa acompanhar as mudanças do corpo.


O que muda no corpo da mulher depois dos 40?

Não existe uma única causa responsável pelo aumento de peso nessa fase.

Vários fatores podem acontecer ao mesmo tempo.


1. A composição corporal começa a mudar

Com o passar dos anos, pode ocorrer redução de massa muscular, principalmente quando não existe estímulo adequado de força e uma alimentação que forneça proteína suficiente.

Por isso, quando o objetivo é emagrecer depois dos 40, não devemos olhar apenas para o número da balança.

Composição corporal também importa.


2. Os hormônios passam por mudanças

Durante o climatério, os níveis hormonais femininos passam por alterações e oscilações.

A redução do estrogênio ao longo da transição menopausal pode estar relacionada a mudanças na distribuição da gordura corporal, com maior tendência ao acúmulo abdominal em muitas mulheres.

Mas atenção: nem todo aumento de barriga depois dos 40 é simplesmente “culpa dos hormônios”.

Alimentação, sono, atividade física, massa muscular, estresse, consumo de álcool e outros fatores também participam desse processo.


3. O sono pode piorar

Insônia, despertares noturnos e ondas de calor são queixas frequentes durante o climatério.

E uma noite ruim não afeta apenas a disposição no dia seguinte.

Alterações no sono podem influenciar fome, saciedade, escolhas alimentares e disposição para praticar exercícios.

Por isso, quando uma mulher me procura dizendo que não consegue emagrecer, eu não olho somente para o prato.

Eu quero entender como ela está dormindo também.


4. A rotina pode ficar mais sedentária

Trabalho, filhos, responsabilidades e pouco tempo para si mesma...

Depois dos 40, muitas mulheres passam anos colocando todo mundo na agenda e deixando o próprio cuidado para depois.

Por isso, além do exercício programado, também é importante observar quanto essa mulher se movimenta ao longo do dia.


Então o metabolismo fica “lento” depois dos 40?

Essa é uma simplificação bastante comum.

O gasto energético pode mudar ao longo da vida, mas não é correto colocar toda a dificuldade para emagrecer na conta de um suposto “metabolismo quebrado”.

O peso corporal é influenciado pela interação de diversos fatores, como alimentação, atividade física, composição corporal, sono e comportamento alimentar, além das mudanças fisiológicas relacionadas ao envelhecimento e ao climatério.

Por isso, simplesmente cortar cada vez mais calorias pode não ser a melhor resposta.

A pergunta mais importante é:

“O que o corpo dessa mulher precisa neste momento?”


Como emagrecer depois dos 40 sem entrar em uma dieta extremamente restritiva?

O primeiro passo é parar de procurar uma estratégia universal.

A alimentação precisa considerar a mulher como um todo.

Alguns pontos merecem atenção:

💎 Proteína adequada ao longo do dia, especialmente quando existe o objetivo de preservar ou desenvolver massa muscular.

💎 Fibras e vegetais para contribuir para a saciedade e a saúde intestinal.

💎 Carboidratos de boa qualidade, na quantidade adequada à rotina e às necessidades individuais.

💎 Gorduras de boa qualidade, como azeite de oliva, castanhas, sementes e abacate.

💎 Hidratação adequada.

💎 Treinamento de força, quando não houver contraindicação.

💎 Sono e recuperação.

💎 Comportamento alimentar, porque saber o que comer não significa necessariamente conseguir colocar isso em prática todos os dias.


E a menopausa? Ainda dá para emagrecer?

Sim.

A menopausa não significa que a mulher precisa aceitar o ganho de peso como inevitável.

Mas também não significa que devemos ignorar as mudanças que acontecem nessa fase.

Uma estratégia nutricional individualizada pode considerar sintomas, rotina, composição corporal, alimentação, atividade física, sono, saúde intestinal e objetivos pessoais.

E esse é um dos motivos pelos quais uma dieta que funcionou aos 30 pode não funcionar da mesma forma aos 45 ou 50.

Seu corpo mudou.

Sua estratégia também pode precisar mudar.


O que eu avalio no atendimento de uma mulher 40+?

No meu trabalho com mulheres depois dos 40, o objetivo não é entregar simplesmente uma lista de alimentos proibidos e permitidos.

A avaliação precisa olhar para o contexto daquela mulher.

Investigo, entre outros aspectos:

  • alimentação e rotina;

  • histórico de emagrecimento e ganho de peso;

  • sintomas do climatério;

  • qualidade do sono;

  • funcionamento intestinal;

  • nível de atividade física;

  • composição corporal;

  • comportamento alimentar;

  • objetivos individuais;

  • exames laboratoriais, quando disponíveis;

  • necessidade de suplementação.

A partir disso, construímos uma estratégia personalizada.


Você não precisa voltar a ter o corpo dos 30

Talvez essa seja uma das coisas mais importantes que eu gostaria de dizer para uma mulher que chegou aos 40 e sente que seu corpo “não é mais o mesmo”.

Ele realmente não é.

E tudo bem.

O objetivo não precisa ser voltar no tempo.

Pode ser construir um corpo mais forte, uma alimentação mais equilibrada, mais disposição e uma relação mais tranquila com a comida — respeitando a fase de vida em que você está.

Emagrecer depois dos 40 pode exigir uma estratégia diferente.

Mas diferente não significa impossível.


Método Diamanthe: um acompanhamento pensado para a mulher 40+

Foi observando essas necessidades que desenvolvi o Método Diamanthe, um acompanhamento nutricional de 3 meses pensado para mulheres 40+.

A proposta é trabalhar a alimentação de forma individualizada, considerando não apenas o peso, mas também os diferentes fatores que fazem parte da rotina e da fase de vida de cada mulher.

Dentro do acompanhamento, desenvolvo o Protocolo Integrado Personalizado, que pode reunir estratégia alimentar, sono, comportamento alimentar, suplementação e ajustes ao longo do processo.


Porque depois dos 40, você não precisa de mais uma dieta pronta. Precisa de uma estratégia que faça sentido para você.

Conheça o Método Diamanthe e veja como funciona o acompanhamento.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page